domingo, 26 de fevereiro de 2012

Relato do Curso Fazendo Arte com Lã

O encontro aconteceu nos dias 19 e 20 de fevereiro de 2012, na Escola Aitiara.
Foi oferecido pela Professora inglesa Mariana que durante o feriado de Carnaval estava visitando o bairro Demétria e a Escola Aitiara.
Mariana é professora na Inglaterra - Colégio/Fazenda - para adutos com dificuldades, "RUSKIN MILL na cidade de STROUD", e dividiu seu conhecimento na arte de feltragem, tingimento e modelagem com a lã natural para a confecção de bonecos de mesa ou teatro, objetos feltrados e pequenos animais.
 

Lã tingida com Cochonilha e bolas de feltro confeccionadas pelo grupo

Etapas do Processo de Feltragem da Lã

Primeira fase do processo de feltragem
 3 camadas finas de lã
Inciar a figura com as lãs coloridas criando
 um fundo com as cores 


Molhar a lã com água e sabão
 e fazer movimento de fricção para feltrar a lã

Um dos trabalhos em processo de finalização da feltragem

... e os trabalhos realizados no Curso Fazendo Arte com Lã

Sapatinhos feito pelo mesmo processo de feltragem da lã


Trabalhos realizados pelo grupo (bolsas, porta celular, moedas, etc.. / quadros
e bolinhas com o processo da feltragem da lã)

Gostaríamos de registrar o nosso agradecimento a Professora Mariana por sua disponibilidade em compartilhar seus conhecimentos. Muito obrigada !

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O valor do brinquedo no cultivo dos sentidos

Por:Pilar Tetilla Manzano Borba(*)


“Tudo que é artificial ilude os sentidos das crianças”




A criança percebe o mundo pelos seus órgãos sensoriais: Tato, Olfato, Gustação, Visão e Audição; pelo sentido do equilíbrio, do movimento, do calor, etc.
O mundo entra nela pelos órgãos dos sentidos. E isso se dá pelo contato com a natureza, pela vivência dos elementos: ar, água, terra e fogo; pelas brincadeiras do dia-a-dia e pelos brinquedos.
Tão importante como a brincadeira o brinquedo em si tem sua atuação: - o material de que é feito, as formas, as cores, a proporção, o volume, a superfície, o peso, etc.
Enquanto a criança vivencia os quatro elementos ela também adquire a noção de duro-mole, pesado-leve, quente-frio, alto-baixo, grande-pequeno, e assim vai se situando no mundo e fazendo uso do que o mundo proporciona.
A atividade do brincar exige um esforço interior de expressão do EU, denominado IMAGINAÇAO. Essa imaginação precisa ser alimentada, precisa ter ambiente adequado. Os brinquedos prontos não dão “asas” à imaginação.


A PERCEPÇÃO VISUAL


A criança observa atentamente o mundo animal, vegetal, mineral e humano com muita curiosidade.
O sentido da visão é constantemente atacado por cores fortes, berrantes, por gravuras agressivas, caricaturas de animais e pessoas. Além de ser um ataque ao sentido da visão, é também uma afronta ao sentido da beleza.
Os brinquedos ou materiais usados pelas crianças devem ter cores claras, nítidas e se possível sem tonalidades mistas.
Os brinquedos de madeira de preferência na sua cor natural. Quando pintados a cor deve ser firme, não tóxica e lavável.


A PERCEPÇÃO DA FORMA


O brinquedo quanto ao tamanho deve caber na mão da criança.
A criança deve poder segurar o brinquedo com firmeza.
Pontas e quinas devem ser arredondadas.
A pessoa, coisa ou animal que o brinquedo representa deve ser facilmente reconhecível.
Detalhes em demasia confundem e não permitem que a fantasia da criança atue.
Evitar brinquedos com formas humanas irreais e animais com várias cabeças. Os pais devem procurar usar o bom senso.


O TAMANHO


O tamanho do brinquedo deve ser proporcional ao tamanho da criança. As bonecas devem caber em seus braços pois ela representa a(o) filha(o). Não tem sentido a boneca ser maior do que a criança.
Quanto aos blocos de madeira devem ser maiores para as crianças pequenas para facilitar o manuseio e para as crianças maiores eles já podem ter tamanhos menores. Evitar peças que podem ser engolidas.


A PERCEPÇÃO AUDITIVA


Os sons necessitam ser suaves e melódicos. Dê preferência à voz humana e carinhosa.
Procurar evitar os ruídos eletrônicos que destroem a sensibilidade auditiva causando inclusive surdez.
Observar o ruído do vento, o som das ondas do mar, o canto dos pássaros, a voz dos animais, o som das sementes dentro das vagens, do balanceio dos galhos das árvores, etc.


A PERCEPÇÃO TÁTIL


O tato deve ser educado principalmente pela roupa que a criança veste.
Roupas de algodão, lã ou até seda permitem que a pele respire ao contrário dos tecidos sintéticos.
Os brinquedos também atuam no tato da criança. Os de plástico são muito frios, de matéria morta; já os de madeira são quentes, provém de matéria viva. Os de lã natural atuam também beneficamente assim como os de pano de algodão.
A sucata deve ser cuidadosamente escolhida pois a maioria não passa de lixo.
Para o sentido do tato é essencial que a criança tenha contato com os quatro elementos da natureza (ar, água, terra e fogo) através das brincadeiras com água, barro, areia; dos diferentes materiais dos brinquedos (madeira, bambu, cascas de cocos, cabaças, sementes, conchas, sisal, algodão, lã de carneiro, tecidos de algodão, etc).
A facilidade de agarrar o brinquedo e o ‘calor’ da superfície é importante para o desenvolvimento da percepção tátil. Também é necessário que a criança brinque no chão em contato com o calor do solo se arrastando, rolando, pulando para sentir seu limite corporal através do sentido do tato.
Evitar brinquedos que não condiz com a realidade como por exemplo carros de plástico que se afundam e ferramentas que entortam.


A PERCEPÇÃO OLFATIVA


O olfato da criança deve ser educado com os cheiros naturais como o perfume das flores, o cheiro da comida, da terra molhada pela chuva, etc.
Evitar cheiros fortes de material de limpeza e de essências que acabam por irritar a criança deixando-a incomodada e inquieta.


A VERSATILIDADE


A criança deve descobrir por si as várias possibilidades que o brinquedo oferece.
Dependendo da idade da criança um brinquedo pode ter vários usos.
A criança deve ter plena liberdade para usar sua imaginação enquanto brinca.
Quanto mais simples for o brinquedo mais possibilidade terá para estimular a criança a inventar novas brincadeiras. Blocos de madeira são excelentes para esse fim.
A bola é o brinquedo primordial devido a sua forma redonda. Quanto mais a criança brinca com ela mais desenvolve seus sentidos. A bola estimula o tato, a coordenação motora, a visão, o equilíbrio, a noção espacial e temporal.
Os panos alimentam a fantasia da criança ao construir cabanas, capas, forrando o chão da casinha, embrulhando bonecas, fazendo o rio, etc.
Um pedaço de pau pode ser um cavalo, uma espada, uma colher, uma faca, uma pá, etc.
Caixas de madeira ou de papelão podem servir de armário, de cada, de mesa, pode ser um carro, um barco, um forno, uma cama, etc.
Procurar dar sempre um brinquedo que estimule uma ação como: empurrar, puxar, empilhar, enfileirar, encaixar, separar, comparar, agrupar etc.
O mesmo brinquedo pode já conter vários valores como o da sensação, da percepção e da função.


A DURABILIDADE


Um bom brinquedo deve durar bastante tempo. Não guardando-o mas sendo usado incansavelmente pela criança.
O brinquedo é tanto mais durável quanto melhor for a qualidade de seu material.
Dependendo da fase da criança ela o usa de um modo diferente.
Evitar brinquedos que desmontem inteirinho quando as crianças ainda são pequenas pois elas devem primeiro vivenciar o todo para depois juntas as partes.
Quebra cabeças não são adequados para crianças pequenas salvo aqueles em que as peças são grandes e as figuras saem por inteiras e não partidas.
Os brinquedos devem facilitar a criança a imitar situações rotineiras.


CLASSIFICAÇÃO DOS BRINQUEDOS


Brinquedos de ocasião
São aqueles que a criança brinca algumas vezes, em determinadas fases de seu desenvolvimento e depois os deixa. São divididos em três grupos:
- Brinquedos encontrados na natureza: areia, terra, água, pedrinhas, sementes, troncos, galhos, folhas, bagas e flores.
- Brinquedos que a criança acha dentro de casa: cestos de papéis, gavetas da cozinha, do quarto, do escritório; panelas e tampas, colheres, latas, caixas, panos, que também são chamados brinquedos de todos os dias.
- Brinquedos confeccionados pelas mães e/ou pelos pais: máscaras, pipas, fantasias, recortes, dobraduras, casinhas feitas com caixas de fósforo ou de sapatos, carrinhos de tocos, cavalinhos de cabos de vassoura, bolas de meia, tricô ou crochê, bichinhos de tricô, pompons, etc
- Brinquedos duráveis: são aqueles que se tornam bens valiosos da criança ao longo dos anos: cubos de madeira, blocos de madeira, carrinhos de madeira, bichinhos de pelúcia, bonecas de pano, cavalinho de pau. Caminha e carrinho de boneca.
- Brinquedos mecânicos: são aqueles em que a própria criança os coloca em ação percebendo seu mecanismo: palhacinho que entra dentro do cone quando puxado pela vareta; boneco que faz pirueta apertando as duas varinhas; anõezinhos que martelam; bonequinho que desce a rampa dando cambalhotas; patinho que bate as asas quando puxado pela corda ; burrinho que se mexe.Caminhão que bascula.


LUGAR, TEMPO E DESCANSO PARA BRINCAR


A criança necessita de um canto só dela para brincar, onde poderá ficar algumas horas por dia, e onde seus brinquedos poderão ser guardados.
Sem uma razão urgente não se deve interromper uma criança que se encontra entretida na sua brincadeira. É desta forma que ela adquire concentração.
A criança muito pequena necessita ter sua mãe ou uma pessoa de seu convívio sempre por perto para brincar com ela, e também de poder brincar de vez em quando na sala ou noutras dependências da casa.
Como a criança aprende imitando procurar guardar os brinquedos junto com ela e criar o hábito de guardá-los sempre após brincar.
Um dos deveres que temos como adultos que cuidam de crianças é ter calma, paciência e tempo para observá-la e compreendê-la em suas necessidades e características peculiares.


SOBRE MATERIAIS DIDÁTICOS


Material didático é tudo o que traz informações e, a primeira informação didática provém do próprio material de que é feito o brinquedo.
O melhor material ainda é aquele encontrado na natureza: madeira, folhas, vagens com sementes, cabaças, água, terra, areia, pedras, bambu, conchas, sisal,etc
O meio que rodeia a criança durante as horas do dia é material didático que informa, forma e serve para seu desenvolvimento físico, emocional, mental e espiritual.
Devemos proporcionar materiais que tragam um pouco de calor para a criança que se encontra hoje num mundo de plástico. Esses materiais poderiam ser por exemplo papelão, tecidos de algodão, bolas e bonecos recheados com lã de carneiro; feltro, couro, etc.


CONSIDERAÇÕES


Os brinquedos prontos não dão margem à imaginação pois já estão prontos, definidos, limitados. Assim também é com a televisão que substitui essa atividade interna da criança ao brincar.
O mundo moderno quer dar tudo pronto, definido e acabado para a criança porque a encara como adulto em miniatura. CRIANÇA NÃO É ADULTO.
Na idade entre dois e três anos a criança destrói antes de construir do mesmo modo que compreende antes de falar. Nesta fase também não se detém por muito tempo numa mesma brincadeira e não empresta nem divide seus brinquedos e embora brinque ao lado de outras crianças ainda não interage totalmente com elas.
Nos primeiros sete anos da criança mais importante que os brinquedos são as brincadeiras com o corpo: - no colo dos pais, serra-serra serrador. No balanço na rede e no balanço, o gira-gira, o trepa-trepa, a bola grande, a corrida livre, brincadeira na água, etc.
Evitar brinquedos nocivos que induzem à violência como armas, carros de guerra, bonecos de guerra; brinquedos eletrônicos que levam a criança à inércia e à apatia.
Diante de um brinquedo devemos fazer a pergunta: ele move internamente a criança e a faz agir sobre ele ou a criança é uma mera espectadora?


Fonte: Catálogo SPELENDER, Nijmegem, Suíça, 1970


*Pilar Tetilla Manzano Borba
Graduada em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina da USP
Especializada em Tratamento Neuroevolutivo - Método Bobath -
Pós-graduada em Antroposofia na Saúde pela UNISO
Formada em Recursos Especiais em Pedagogia Waldorf - Método Extra-Lesson
Ministra cursos para berçaristas, materneiras e educadores em escolas de educação infantil.
Consultora em educação infantil de escolas Waldorf, escolas municipais e particulares.
Ministra aulas nos seminários de formação de professores em Pedagogia Waldorf sobre a criança de primeiro setênio.

Escola Aitiara na TV TEM

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Euritmia (Jardim de Infância da Escola Aitiara)

Existem vários tipos de euritmia. A que usamos desde o jardim de infância até o último ano colegial nas escolas Waldorf é a euritmia pedagógica, criada para ser ensinada em salas de aula de acordo com a faixa etária dos alunos.



fonte: página do facebook da Escola Aitiara

Quer conhecer mais? Leia clicando AQUI.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Brincar com Boneca (Jardim de Infância e Maternal)

foto reprodução


As chamadas 'Bonecas Waldorf', cuja confecção é baseada na pedagogia de mesmo nome, são totalmente diferenciadas pelo fato de respeitarem e estimularem a imaginação da criança. Longe de reproduzir 'fielmente' as particularidades da figura humana, deixam para a fantasia infantil a atividade criadora, simplesmente sugerindo possibilidades, por exemplo, de fisionomia.


As bonecas são confeccionadas de forma artesanal, com a utilização (inclusive no enchimento) de materiais inteiramente naturais: malha e tecidos de puro algodão, feltro de lã e fios de lã pura de carneiro. Este critério visa a familiarizar a criança com o mundo natural por meio de seus materiais, nos quais ela aprende a reconhecer cor, textura, forma, peso, etc. Além disso, o manuseio da  boneca é agradável e aconchegante, motivando uma ligação estreita e carinhosa com ela.


Como cada boneca é feita manualmente e seu rosto é pintado à mão (com um mínimo de traços), cada uma adquire um aspecto individual e único. Os modelos e tamanhos procuram atender à necessidade das crianças em cada faixa etária, adequando-se, em complexidade, às diversas fases do desenvolvimento infantil. Para bebês, por exemplo, há as bonecas denominadas 'Cheirinho', com recheio de ervas suavemente aromáticas, como a alfazema. Crianças maiores podem contar com bonecas que sugerem profissões, nacionalidades, ou meramente companhia e brincadeira.


Além disto, por intermédio da boneca a criança pode aprender a conhecer a si própria num processo de 'espelhamento', a exercitar os relacionamentos sociais, a cuidar do próximo, etc. A boneca (ou boneco) também pode exercer o importante papel de companheiro, de confidente. Por este motivo, é uma poderosa ferramenta para os educadores. Com este foco, sua confecção deve respeitar os anseios interiores da criança e ter qualidade para poder acompanhá-la por longos períodos.


Fonte:http://www.antroposofica.com.br/bonecas.asp

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Contos de Fadas, 1º ano



Durante todo o decorrer do 1º ano o professor de classe conta aos seus alunos uma seleção das histórias dos Irmãos Grimm. Os alunos as recontam repetindo cada detalhe das mesmas. Com isso enriquecem seu vocabulário, além de adquirirem belos exemplos de harmonia na expressão oral que se aprimora diariamente através desse exercício lúdico. Assim, contribui-se para o estabelecimento da base de uma expressão escrita correta no futuro. Além disso, as maravilhosas imagens dessas histórias conduzem os alunos de maneira natural ao aprendizado da expressão linguística feita através de imagens.


Aprofunde seu conhecimento sobre esse tema sob o ponto de vista da PW clicando AQUI


"Se quiser que os seus filhos sejam brilhantes, leia contos de fadas para eles. Se quiser que sejam ainda mais brilhantes, leia ainda mais contos de fadas."
Albert Einsten

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Apresentação de biografias: 9º ano da Escola Aitiara (2011)

Através do estudo aprofundado da biografia da pessoa escolhida por cada aluno, cria-se uma oportunidade pedagógica de reflexão sobre o futuro de sua própria biografia. A apresentação à comunidade escolar abre o aprendizado do compartilhar social de suas descobertas com o trabalho individual. Um enorme desafio para esses jovens que sempre nos surpreendem.


Alguns dos biografados de 2011

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012